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Ponte de Arame

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Terão existido 11 pontes suspensas em Portugal, todas no Norte. A mais conhecida é a famosa ponte pênsil D.ª Maria II, que substituiu a trágica Ponte das Barcas, símbolo da memória coletiva do país.

As pontes suspensas surgiram numa altura em que as estruturas metálicas podiam ser construídas rapidamente, permitindo criar soluções mais leves e economicamente viáveis para transpor obstáculos naturais e aproximar comunidades. Exemplo disso é a “Ponte de Arame”, construída em 1926 para ligar as populações de Lourido (concelho de Celorico de Basto) e Rebordelo (concelho de Amarante), outrora freguesia de Celorico de Basto, com ligação ao Mosteiro de Arnoia, num tempo em que a ligação entre as duas margens também se efetuava pela tutela administrativa. Esta ponte veio dar resposta a uma necessidade de décadas e ganhou ainda mais importância com a conclusão do prolongamento da Linha do Tâmega, inaugurado em 1932.

A exploração das Minas dos Vieiros, na Serra da Meia Via, pela belga SMIT, iniciou-se em 1922, altura em que foi construída a ponte. Permitia aos habitantes de Amarante deslocarem-se à feira e mercado de Celorico e aos de Celorico trabalharem nas minas, que no seu auge empregavam mais de 400 pessoas. A ponte também ajudou a unir os casais de ambos os lados!

Após longos anos de abandono, a vontade das populações de ambas as margens e a necessidade de reconstrução da ponte - respeitando os mais recentes padrões de segurança - fizeram crescer a ambição para a sua reposição, especialmente após o cancelamento do projeto da barragem de Fridão. Em 2021, Associação de Municípios do Douro e Tâmega (AMDT) aceitou este desafio e, em colaboração com o Instituto de Construção da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, desenvolveu a solução atual, com um custo aproximado de 298 mil euros.

A ponte tem agora um tabuleiro suspenso, sobre o Rio Tâmega, com 2,5 metros de largura e cerca de 55 metros de comprimento, construído de madeira e suportado por 104 cabos de aço ligados a dois cabos principais que estão ancorados em maciços de betão. As guardas laterais são compostas por 8 conjuntos de cabos paralelos separados por 40 cm, ajudados por ripado vertical.

Esta nova estrutura, mais do que combinar a pré-existência com a intervenção moderna, criou algo que se espera que dure tanto quanto a original.

Esta intervenção complementa as ações âncora dos Municípios de Amarante e Celorico de Basto, como a "Valorização do cluster turístico das serras do Marão e da Aboboreira" e a "Ecopista do Tâmega - 2.ª fase". O projeto resultou num investimento global de 324.283,67 €, financiado pelo EEC PROVERE – Projetos Âncora, do Programa Operacional Regional do Norte.

A reabilitação da Ponte de Arame, executada de forma tripartida pela AMDT e pelos Municípios de Amarante e de Celorico de Basto, terminou no ano de 2024 e a cerimónia de inauguração, destas obras, ocorreu a de 1 de março de 2025. Foi assim, cumprido o objetivo de preservar a memória histórica deste marco de singularidade única, construído em 1926/27.

Faça uma visita 360º: https://www.arquitetura360.pt/modulos/360/projectos/pal/index.htm

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